quarta-feira, 6 de junho de 2012

PRODUTO FINAL

É interessante como que, em algumas vezes, pegamos no ar alguns momentos incomuns durante o correr dos dias. Ao sair do trabalho, encontrei com uma colega e conversávamos sobre a correria do dia a dia.


 Quando olhei para o lado, rapidamente, reunindo forças para qualquer tipo de reflexão, voluntariamente inconsciente, flagrei o olhar de um outro colega. Um funcionário exemplar, de uma empresa conceituada, estava na mesa de um bar com alguns amigos, após o expediente, tomando umas cervejinhas...típico de véspera de feriado. Até aí tudo normal.


 Mas o seu olhar me dizia algumas coisas. Além de visivelmente esgotado, seu olhar parecia transmitir insatisfação. Olhou para mim e com o olhar estático, apenas acenou.


Insatisfação que pode ser no amor, pode ser no trabalho, não importa qual verdadeiro motivo...Recentemente, um outro colega, da mesma empresa conceituada, passou em um concurso para uma empresa melhor. Seria um olhar refletindo essa obrigação de melhorias. Um olhar confuso de inércia e de constantes cobranças internas e externas?


Quantas pessoas querem ter a mesma oportunidade de emprego igual a do meu colega-funcionário exemplar? Bastaria para muitos. E para poucos? Como é conviver dançando a valsa das metas frustradas e alcançadas? A melodia que embala o ser humano em busca de aspirações impostas pelo meio, pela mídia, pela mente. Metas melhores que interessam a quem, de verdade???


O importante é chegar, realmente, onde se tem um pouquinho de prazer. E não se perder nas metas alheias com pesos e atrativos pessoais e alheios a nossas expectativas reais (ou surreais)...Em meio a tantas competições desgastantes da vida atual, o importante é chegar em algum lugar com prazer...mesmo que seja na mesa do bar.






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